Advogado do prefeito é o mesmo da Construtora Iguatemi

julho 9, 2009

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Beto Richa está entrando com ação contra Fabio Camargo por calúnia

O advogado contratado pelo prefeito Beto Richa (PSDB), Antônio Figueiredo Basto, para ingressar com uma ação contra o deputado estadual Fabio Camargo por calúnia e difamação é o mesmo que defende a Iguatemi Construtora de Obras em ação contra a Prefeitura. A construtora pertence à família do ex-presidente do PP de Curitiba Alberto Klaus, que se afastou da direção do partido depois da denúncia de fraudes nas licitações envolvendo a empresa e a Prefeitura.

Três meses depois das denúncias, a prefeitura suspendeu os contratos e os pagamentos da Iguatemi e a Catedral Construções. Alberto Klaus contratou Figueiredo Basto, encarregado de cobrar judicialmente da Prefeitura os valores referentes aos serviços prestados e impugnar a decisão judicial que suspendeu os contratos. Basto, classificou o rompimento dos contratos como decisão política. “É uma decisão estritamente política para atender aos anseios da mídia”, afirmou o advogado à época.

Algumas informações deram conta que a indicação de Figueiredo Basto a Beto Richa teria se dado por intermédio do empresário e ex-deputado Tony Garcia, amigo pessoal do prefeito. Garcia, no entanto, nega que tenha indicado o advogado, que também o representou em algumas ações. Alberto Klaus era dirigente do PP na ocasião em que Tony Garcia concorreu ao Senado e seu partido faz parte da base de apoio do prefeito Beto Richa desde o primeiro mandato. Procurado pela reportagem, o advogado Figueiredo Basto não retornou as ligações.

Para o deputado Fabio Camargo, a artilharia do prefeito voltou-se contra ele depois que “a tentativa de envolver o senador Álvaro Dias como autor da denúncia resultou em um grande pito da direção nacional do PSDB”. “Depois disso tentaram também envolver o governador Requião, o que também não colou. Agora estão tentando ir contra mim. Só que não sou eu quem está sendo investigado pelo Ministério Público Federal, o Ministério Público Estadual e o Nurce”, afirmou o deputado.

Camargo diz ainda que a questão está sendo mal conduzida pelo gabinete de crise do prefeito. “Em vez de contratar um advogado para me acusar, deveriam contratar um advogado para se defender. O prefeito não tem que tentar encontrar o culpado pela denúncia e sim explicar para a população as atividades do Comitê Lealdade e outros comitês durante a campanha”, afirma o deputado. “Dessa vez, queira ou não queira, o mau menino não sou eu”, completou.

Este imbróglio todo envolvendo a suposta indicação do advogado Figueiredo Basto para defender o Prefeito Beto Richa, através de Tony Garcia que nega ter sido o autor de tal referência, reside no fato de a escolha do advogado por parte do prefeito ser incompatível com os interesses da própria Prefeitura de Curitiba. Isto pelo fato de Figueiredo Basto ao estar defendendo Alberto Klaus e a Contrutora Iguatemi, atua neste feito contra os interesses orçamentários da própria Prefeitura de Curitiba.

A pergunta que fica é a seguinte: o fato de o advogado Figueiredo Basto defender a Constutora Iguatemi e o Prefeito Beto Richa ao mesmo tempo, não poderia em tese, promover um conflito de interesses entre ambas as partes? Ou, a demanda da Prefeitura de Curitiba com a Construtora Iguatemi seria apenas “jogo de cena”? Com a palavra o Ministério Publico.

do Jornale

Gardolinski mente em depoimento

julho 3, 2009

CAIXA 2 – Depoimento de Gardolinski é marcado por contradições

julho 3, 2009
Em depoimento, Gardolinski isenta Beto Richa e nega compra de apoio. Declarações do coordenador do comitê de dissidentes do PRTB foram marcadas por contradições em relação à entrevista que ele havia concedido

KARLOS KOHLBACH Gazeta do Povo

O coordenador do Comitê Lealdade de dissidentes do PRTB, Alexandre Gardolinski, descartou ontem em depoimento qualquer envolvimento do prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB), no caso que levantou suspeitas de compra de apoio político e de caixa dois na campanha tucana do ano passado.

Gardolinski negou ainda a suspeita de “compra” dos dissidentes pelo PSDB. E afirmou que as despesas do comitê, “ao que sabe”, foram declaradas pelos tucanos à Justiça Eleitoral, o que descartaria a suspeita de caixa 2. Ele disse, porém, desconhecer a origem do dinheiro que financiou o comitê. E afirmou que quem distribuía os recursos financeiros aos dissidentes era o ex-servidor municipal Rodrigo Oriente, que denunciou o esquema.

O depoimento de Gardolinski, além de isentar o prefeito, também foi marcado por contradições em relação a declarações que ele próprio havia dado à imprensa anteriormente e com a gravação que tornou público o caso.
Gardolinski foi ouvido porque aparece num vídeo dando dinheiro em espécie para pelo menos 23 ex-candidatos a vereador do PRTB, que abriram mão de disputar uma cadeira na Câmara Municipal para apoiar Richa. A desistência dos ex-candidatos e a fundação do Comitê Lealdade foram uma reação de uma ala de dissidentes do PRTB à uma decisão judicial que obrigou o partido a se coligar com o PTB, do então candidato a prefeito Fabio Camargo. Ontem, o coordenador do comitê disse que o dinheiro não se destinava à “compra” do apoio dos dissidentes, mas para financiar atividades da campanha.

No depoimento prestado ao procurador Néviton Guedes, ao qual a reportagem teve acesso, Gardolinski descarta qualquer envolvimento de Richa no caso, mas diz que ficou decepcionado com o prefeito “por não ter tido um cargo melhor, uma vez que vem se dedicando a apoiá-lo, com muito trabalho e desgaste pessoal, há nove anos”. Logo depois que a Gazeta do Povo mostrou a denúncia, Gardolinski foi exonerado do cargo que ocupava na Secretaria Municipal do Trabalho e Emprego, com salário de quase R$ 3 mil.

Sobre a gravação, Gardolinski responsabilizou o ex-servidor municipal Rodrigo Oriente, que também trabalhou no comitê, pela autoria do vídeo. Segundo Gardolinski, Oriente tinha um “plano para obter cargo, poder ou vantagem junto à prefeitura”.

Oriente havia sido justamente quem denunciou o suposto esquema de compra de apoio político em troca de dinheiro e cargos na administração municipal à Procuradoria Eleitoral.

Na versão apresentada ontem, Gardolinski é categórico ao dizer que “o vídeo foi produzido exclusivamente por Rodrigo Oriente, sem o seu conhecimento”. Ele ainda afirmou que “não concordaria ser filmado”. No entanto, em entrevista à Gazeta do Povo, publicada no dia 21 de junho, o próprio Gardolinski assume que foi ele quem fez a gravação. Ao ser questionado sobre porque ele gravou os pagamentos, Gardolinski respondeu na ocasião: “Por motivo de segurança, roubo, assalto. Até porque, como não tinha nada de errado, não tinha porque ocultar nada”.

Além da declaração à Gazeta, o próprio conteúdo do vídeo sugere que Gardolinski sabia da gravação. Num determinado momento, ele olha para a câmera e parece mexer nela para “enquadrar melhor” o ex-candidato Manassés de Oliveira – que na época tinha se licenciado do cargo de Secretário Municipal do Emprego e Trabalho para concorrer a uma cadeira na Câmara de Vereadores.

No depoimento de ontem, Gardolinski disse ainda que, “ao que sabe, as despesas com o comitê (Lealdade) foram declaradas na prestação de contas do candidato Carlos Alberto Richa (Beto Richa)”.

Para a Gazeta do Povo, na entrevista do último dia 21, o discurso foi outro. Quando perguntado se não foi feita a prestação de contas do Comitê Lealdade, ele respondeu: “Não, não. Era independente (o comitê). Era todo mundo voluntário”. Questionado novamente se não houve prestação das contas dos dissidentes, ele respondeu: “Não, até porque (o comitê) não era do PSDB”. A não declaração dos valores à Justiça Eleitoral, conforme a primeira versão, poderia caracterizar caixa 2 eleitoral.

Gardolinski também ontem deu outra versão quanto à origem do dinheiro que foi repassado por ele aos desistentes do PRTB, conforme mostra o vídeo. Para a Gazeta do Povo, ele havia afirmado que “vários amigos fizeram contribuição”, sem citar nenhum nome dos supostos amigos. Ontem, no depoimento, ele disse que “foi o sr. Rodrigo Oriente que lhe entregou (os recursos), não dizendo a origem do dinheiro”.

O advogado Eduardo Duarte Ferreira, que representa Gardolinski, explicou as contradições. Segundo ele, seu cliente não mexeu na câmera, mas sim numa prateleira que estava em cima do notebook onde a câmera estava instalada. “Ele desconhecia até então que se tratava de um vídeo que foi feito no notebook do Rodrigo (Oriente). O Gardolinski só sabia da câmera que foi instalada no teto por questões de segurança”.

Em relação à origem do dinheiro, Ferreira comentou que quando saiu o vídeo, Gardolinski perdeu a noção dos fatos. “Ontem, ele abriu o jogo para o procurador do que aconteceu. Ele na verdade jamais acreditaria que o amigo íntimo poderia tê-lo traído. A entrevista (à Gazeta) foi dada para acobertar o Rodrigo Oriente, porque ele era o melhor amigo dele.”

Sobre a prestação de contas, o advogado explicou que as notas de gastos do Comitê Lealdade eram encaminhas por Gardolinski ao comitê central (da candidatura do Beto Richa) e o PSDB fez a prestação de contas conjunta dos demais comites oficiais.

Denunciante diz que suspeitas foram confirmadas

O ex-servidor da prefeitura de Curitiba Rodrigo Oriente, que foi apontado por Alexandre Gardolinski como responsável pelo dinheiro distribuído aos dissidentes do PRTB, disse que o depoimento de ontem “foi uma tentativa infeliz de tentar descaracterizar a compra de apoio político” pelo PSDB. Ela afirmou ainda que as declarações de Gardolinski confirmam sua denúncia de que houve caixa 2 na campanha de reeleição do prefeito Beto Richa (PSDB).
“Ele (Gardolinski) confirma que eu paguei parte das despesas do comitê. Essa foi a minha motivação para fazer a denúncia. Eu só quero meu dinheiro de volta”, disse. “Ele confirma que fui eu que paguei parte desses valores e, como não me foi dado nenhum recibo eleitoral referente a estes pagamentos, na minha opinião o Alexandre (Gardolinski) me ajudou a sustentar a minha denúncia de caixa dois, já que não tenho nenhum recibo eleitoral desses pagamentos”, completou Oriente.

O ex-servidor municipal, que trabalhou no Comitê Lealdade, afirmou que teve um prejuízo de R$ 47 mil no comitê. “Emprestei esse dinheiro para ele, mas ele não me pagou. Depois de tentar por várias vezes cobrar essa dívida, resolvi fazer a denúncia.” (KK)

da Gazeta do Povo

Beto Richa é reincidente com funcionário fantasma!

junho 30, 2009

Matéria da RPC sobre a sogra de chefe de gabinete de Beto Richa que seria funcionária “fantasma”.

Placar da CPI

junho 30, 2009

Marcelo Elias/Gazeta do Povo

Marcelo Elias/Gazeta do Povo

Manifestantes de partidos de oposição a Beto Richa instalaram dentro do plenário da Câmara de Curitiba um placar com os nomes dos vereadores que assinaram a CPI para investigar as denúncias de caixa 2 na campanha de reeleição do prefeito. A oposição já tem 6 assinaturas. São necessárias 13 para instalar a CPI.

da Gazeta do Povo

Amanhã às 9h continuamos com nossa Vigília

junho 30, 2009

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Entidades iniciam movimento pela criação de CPI contra Beto Richa

junho 30, 2009
Por enquanto, a oposição tem seis dos 13 votos necessários
A Frente Popular contra a Corrupção, formada por sindicatos e movimentos populares de Curitiba, iniciou hoje (29), com um ato no centro da cidade, uma série de manifestos com o objetivo de mobilizar a população para pressionar os vereadores a assinarem o pedido de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar suposto caixa dois nas eleições do ano passado, além da falsificação de assinaturas em pagamentos de campanha. “Queremos que os vereadores entendam que essa é uma responsabilidade da Câmara”, disse a diretora do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Curitiba, Alessandra Cláudia de Oliveira. Por enquanto, a oposição tem seis dos 13 votos necessários.

Durante o ato, a frente colocou vários televisores no calçadão, onde foram reproduzidos vídeos em que aparece o coordenador do comitê formado por dissidentes do PRTB, que tinham se revoltado com a coligação feita com o PTB durante as eleições, e passaram a apoiar o prefeito Beto Richa (PSDB), que tentava a reeleição. No vídeo, aparecem pessoas recebendo dinheiro e assinando falsos recibos. A denúncia é de que o dinheiro seria para comprar o apoio dos dissidentes. Em razão das denúncias, a prefeitura demitiu seis funcionários comissionados, que aparecem no vídeo, e retirou os cargos de confiança de outros dois, que são concursados.

Um outro vídeo, colocado na semana passada na internet, trouxe à tona uma denúncia que já tinha sido feita durante a campanha eleitoral do ano passado. Em uma conversa entre o coordenador do comitê dos dissidentes do PRTB, Alexandre Gardolinski, e a servidora da Prefeitura de Curitiba Cristiane Fonseca Ribeiro, ela fala sobre o ex-funcionário público Benedito Ferreira da Costa, que receberia R$ 4,5 mil sem prestar serviços à prefeitura, e ainda dava a maior parte do dinheiro à vereadora Julieta Reis (DEM). Segundo a denúncia apresentada no vídeo, o prefeito Beto Richa sabia do esquema.

A assessoria da vereadora disse que ele foi funcionário do gabinete, atuando em um escritório de bairro, mas acabou pedindo demissão em 1º de setembro de 2005. A prefeitura destacou que, em 1º de outubro de 2005, foi nomeado em cargo comissionado como gestor público. No entanto, como haveria informações de que não comparecia ao trabalho, acabou demitido em 1º de junho de 2006. Costa, então, procurou o Ministério Público e fez uma denúncia afirmando que era obrigado a dar parte do salário para a vereadora. O caso ainda está sob investigação.

O assessor da vereadora, Rodrigo Cortes, disse que, em acareação na polícia, Costa retirou as acusações que teria feito sobre a repartição de seu salário. Cortes destacou que esse depoimento serviu como base para que o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) suspendesse alguns programas do PMDB, no ano passado, em que a questão era explorada.

Em uma entrevista nesta manhã à Rádio BandNews, o prefeito voltou a dizer que as denúncias fazem parte de uma armação política. “Sou vítima de meu sucesso”, salientou. Ele repetiu o discurso da semana passada, quando foi à Procuradoria Geral da República pedir rapidez e rigor nas investigações. “As velhas raposas não querem apear do poder, por isso usam armações, vídeos clandestinos, denúncias forjadas”, afirmou, sem citar nomes. “Tudo naquele velho estilo que já conhecemos desse grupo de políticos do passado. Não fazem nada pela população paranaense, por isso lhes sobra tempo para preparar armações. Enquanto isso, a população do Estado reclama do abandono, da falta de segurança”, acusou.

do site Bem Paraná

Frente Popular protesta contra Richa na Boca Maldita

junho 30, 2009
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A Frente Popular Contra a Corrupção, movimento formado por entidades sindicais e sociais e é cabeçado por vereadores da bancada de oposição pediu nesta segunda-feira( 29) ao procurador regional Eleitoral, Néviton Guedes, agilidade nas investigações dos supostos crimes cometidos por Richa em sua campanha de reeleição. Ainda nesta segunda a oposição encaminhou ofício pedindo audiência com o superintendente da Polícia Federal no Paraná, Maurício Leite Valeixo, para tratar do mesmo assunto.
Na reunião, o procurador afirmou que a investigação já está em curso e pediu que a oposição entregasse a ele todas as provas a que tiverem acesso.
O movimento também organizaou um protesto na tarde desta segunda na Boca Maldita. Os vídeos que desencadearam as denúncias de corrupção na campanha eleitoral de 2008 além de vários outros que foram veiculados na imprensa sobre o caso foram mostrados em dois televisores parando muitas pessoas que passavam pelo local. Membros da Frente Popular distribuíram panfletos falando sobre o caso.
Seis vereadores já assinaram o pedido de CPI para investigação do caso do Comitê Lealdade, onde funcionários da prefeitura ligados ao partido PRTB distribuíram dinheiro para desistência de candidatos ao pleito da Câmara Municipal e para a compra de votos.
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O vídeo que flagra Manassés de Oliveira, ex-secretário para assuntos metropolitanos assinando documentos em nome de outras pessoas e Alexandre Gardolinski, ex-gestor público da Secretaria Municipal do Trabalho, pagando os ex-candidatos a vereadores, foi exibido várias vezes e é até o momento a maior prova nas mãos da oposição.Ambos os funcionários foram exonerados da prefeitura e posteriormente os outros servidores municipais envolvidos com o comitê independente.
“As provas são suficientes para se acreditar que existiram irregularidades na campanha do Richa. Somente o fato de pessoas que ocuparam cargos públicos aparecerem assinando documentos falsos já é um indicio de corrupção”, afirmou a líder do PT na Câmara Municipal, vereadora Professora Josete. Ela afirmou que apesar do recesso do legislativo municipal em julho ainda acredita na instauração de uma CPI para investigar Richa. “Voltamos em agosto e colocaremos novamente esta questão em pauta”.

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Na manhã desta segunda-feira houve a sessão extraordinária da câmara para votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias, que se entendeu pela tarde, fazendo com que os vereadores que estão envolvidos na Frente Popular não comparecessem no protesto. O deputado federal Dr. Rosinha (PT) disse que o legislativo de Curitiba sempre foi subserviente ao poder da prefeitura. “Se o Richa disse que deseja se investigado, deveria ir até a Câmara e pedir que os vereadores que assinem pela realização da CPI. Mesmo que isso não aconteça, vamos pedir a reabertura das contas de campanha”.
“Sempre que existe denúncia às contas devem ser reabertas. Já entramos com uma ação civil no MP para agilizar as investigações. Se as irregularidades aparecerem pediremos cassação do mandato do prefeito”, disse professora Josete.
Reportagem Jadson André
Fotos Lineu Filho
do site Jornale

Será nesta terça o discurso explosivo de Fábio Camargo

junho 30, 2009

Ex-candidato do PTB fala amanhã à imprensa

Fábio Camargo mantém contato diário com Roberto Jefferson.

Fábio Camargo mantém contato diário com Roberto Jefferson.

Nos bastidores da Assembleia Legislativa do Paraná, nesta segunda-feira (29), não se falou de outra coisa. Os senhores parlamentares esperavam hoje a subida do colega Fábio Camargo (PTB) à tribuna, mas não houve tempo para isso. Ficou para amanhã, terça-feira (30). Ele promete fazer novas revelações, que podem abalar ainda mais o status quo na prefeitura de Curitiba.

Camargo, considerada a maior vítima da armação arquitetada no Comitê Lealdade, tem falado diariamente com o ex-deputado Roberto Jefferson, presidente nacional do partido, para receber orientações sobre o caso Betogate.

Sem entrar no mérito das acusações, Jefferson foi quem denunciou o “mensalão” em 2005. O barulho do suposto escândalo ainda é ouvido até hoje país afora.

Comitê Lealdade era uma estrutura de campanha do PSDB semiclandestina montada para cooptar candidatos a vereador do PRTB e apoiar Richa em detrimento a do candidato do PTB.

do blog do Esmael Morais

Frente cobra investigação do escândalo envolvendo Beto Richa

junho 30, 2009

Quem passou pela Boca Maldita hoje (29), no final da tarde, pôde acompanhar as manifestações em favor da apuração e punição dos envolvidos no escândalo de troca de cargos públicos por apoio político nas últimas eleições municipais. Um vídeo exibido no local trouxe um retrospecto de matérias que vieram ao ar na imprensa paranaense ao longo da semana passada. As evidências que comprovam a negociação de apoio dos ex-candidatos do PRTB à Beto Richa, em troca de dinheiro e de cargos na prefeitura, mereceram a atenção do Ministério Público, que já iniciou investigação.

No ato realizado hoje, cobrou-se a abertura de uma CPI por parte da Câmara dos Vereadores. Das 13 assinaturas necessárias para abertura do processo, apenas 6 vereadores se posicionam a favor.

Além disso, também foram distribuídos panfletos assinados pela Frente popular contra a corrupção, movimento do qual o Sismuc faz parte, onde se exige punição para os corruptos. O texto também relembra outros casos mal explicados na gestão Beto Richa.

As manifestações continuam em frente à Câmara Municipal no decorrer da semana para cobrar ética dos vereadores da situação no pedido de abertura da CPI.

Imprensa Sismuc


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